Mas que banda fantástica! Só assim para começar escrevendo deles.
Tudo começou com meu pai, que gostava de todo tipo de música dos anos 80 e 90. Ele tinha aproximadamente 600 CDs, da ultima vez que me lembro que me falou. Fã de legião urbana, ira e rock dessa pegada, sempre escutava e me fazia escutar com ele. Me fazia escutar também Nova Brasil FM. Em segredo, gostava. Sempre quis chamar a atenção de algum jeito - tendo 13 anos quem não? E foi assim que chamei a atenção em casa. Rockeiro. Todo vestido de preto, cabelos compridos e aos ventos. Rock pesado mesmo. Começou com Metallica e fui até Kreator e afins.
Até que um belo dia ele chegou com um livro e um CD para me dar de presente. Adorei o livro, só que o CD me chamou muita atenção. Foi o primeiro que eu ganhei na vida. Tinha um pássaro mal feito voando sobre a água. Era o álbum "Ventura". Vendo que fiquei olhando para o presente me disse "Tem uma musica que você vai adorar, querido. Fala do seu futuro. Preste atenção na letra da musica O velho e o moço." Não entendi e nem prestei atenção quando fui escutar.
As musicas eram meio alternativas, com uma pegada de rock 'n' roll, rock meloso e letras com profundidade. Nem liguei pra isso. Achei bem ruim a maioria das músicas. Apenas "Do Sétimo Andar" eu tinha gostado.
Deixei esse CD na gaveta por dois anos sem toca-lo. Passou a minha fase de querer chamar a atenção. Na verdade, queria não chamar atenção nenhuma. Dava muito trabalho. Achava um incomodo ter pessoas me perguntando sobre quem é melhor no rock, o quão sertanejo é ruim e quem faz o solo mais rápido do mundo. Resolvi apelar por fazer coisas que ninguém fazia. Lia mangás em vez de blogs, Livros em vez de revistas pornôs e alternativo no lugar de rock. Lembrei do disco na gaveta. Coloquei o rádio no quarto e parei pra escutar. Realmente parei. Peguei a letra, que vinha junto com o CD, e cantei as músicas. Queria decora-las para parecer mais conhecido no assunto.
Foi ai que comecei a notar que tinha algo diferenciado. Não eram só letras que se encaixavam na melodia ou que fazia rimas manjadas. Parecia que estava falando comigo. Escutei e cantei tudo. Depois li as letras e comecei a a perceber outras nuances. Pequenos detalhes que passava quando se cantava. Pelo menos para um garoto de 16 anos.
Pirei. Escutava todo o disco pelo menos uma vez por dia. Virei fã. Então descobri que tinha outro. Outro disco inteirinho com 14 músicas que nunca escutei, totalmente novas pra mim. Queria compra-lo de qualquer jeito. Vendi algumas coisinhas que tinha em casa para meus amigos de escola e comprei. Disco fantástico.
Bloco do eu Sozinho foi quando eu resolvi ter tudo deles. Comprei camisa, CDs e tudo que dava pra ter.
A noticia que eles iam se separam foi um choque pra mim. Fiquei desolado. Mas fazer o que, né?
Até hoje tenho todos os cd's. As camisas não servem mais. Tenho praticamente todas as musicas deles na minha cabeça, como se fossem poesias. Acho fantástico o jeito que me emociona escuta-los.
As musicas que mais me marcaram foram: "Do Sétimo andar", "Os Pássaros", "Sapato novo", "Dois barcos", "Aline". Tenho que destacar outras duas, além dessas que falei. "Sentimental" foi a primeira musica que me fez chorar. Quando caiu a primeira lagrima eu nem percebi. Quando me toquei foi até besta, mas ria e chorava ao mesmo tempo cantando.
Lembra que falei da lindíssima canção o "Velho e o Moço" no começo disso tudo? Pois então, essa é uma das canções que aprendi como meu pai pensava e como eu queria ser mais pra frente. Lia e reli várias vezes. Perdi as vezes que escutei. Quantas vezes cantarolei essa canção? Meu pai tinha razão, tem a minha alma naquela musica.
Pequena e emocionante história da minha vida.
Já conhecia essa banda? Tem alguma música preferida? Foi escutar porque falei? Gostaria que todos escutassem esta banda que me identifico muito.
Espero que gostem, obrigado e não esqueçam de mim.
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